Mas que amor de cachorrinha!
Mas que amor de cachorrinha!
Pode haver coisa no mundo
Mais branca, mais bonitinha
Do que a tua barriguinha
Crivada de mamiquinha?
Pode haver coisa no mundo
Mais travessa, mais tontinha
Que esse amor de cachorrinha
Quando vem fazer festinha
Remexendo a traseirinha?
Uau,uau,uau,uau!
Uau,uau,uau,uau!
Vinicius de Moraes & Antonio Carlos Jobim
23 de fev. de 2008
21 de fev. de 2008
Deus te abençoe!
14 de fev. de 2008
3 de fev. de 2008
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
3 de jan. de 2008
1 de jan. de 2008
27 de dez. de 2007
23 de dez. de 2007
Crescer pra que?
Criciúma, 22 de dezembro de 2007.
Essa data com certeza irei guardar.
Ontem foi um dia especial desde o seu início.
Sabe aquele sensação de que o tempo não passou? de que tudo continua igual e que nunca vai mudar? Me senti adolescente. Me senti nos anos 90, e foi lindo!
A começar pelo almoço marcado entre eu e minhas duas amigas-irmãs. O tempo passa, a gente mora longe, trabalha, não tem tempo de se falar, mas parece que nos falamos ontem. A intimidade, as bagunças, as conversas...ha um sentimento de que nunca ficamos longe uma da outra.
Claro que a nossa conversa de ontem girou toda sobre o show marcado para logo a noite.
Foi a celebração da adolescencia feliz vivida numa cidade do interior.Estavam quase todos lá. Pessoas que eu não via ha tanto tempo que eu nem sei dizer quanto. Todos querendo ver Piñacolada tocar. Querendo ouvir "crescendo vai passar e como antes nunca será, se o destino distanciar, como antes nunca será, crescer pra que? crescer"
Cantamos, pulamos, choramos até. E todo mundo se abraçou, todo mundo celebrou a amizade e o tempo passado. Mesmo quem não estava lá nos anos 90, mas que com certeza já tinha ouvido falar de tudo que acontecia na nossa cidade nessa época.
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