Mostrando postagens com marcador romance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador romance. Mostrar todas as postagens

4 de nov. de 2011

"Sempre fui sentimental e nunca levei adiante relações em que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça ser durona, é apenas fachada. Só eu sei o quanto já sonhei em ser uma princesa resgatada da torre de um castelo."    
(Martha Medeiros)

10 de ago. de 2011

Onde anda você? (pra melhorar o astral)

E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
A onde anda você?

(Vinicius de Moraes)

15 de jun. de 2011

cotidiano

Todo dia ela acorda
Todo dia ela caminha
Todo dia ela pega o mesmo ônibus.

Todo dia ele acorda
Todo dia ele dirige pela mesma estrada
Todo dia ele ouve o mesmo noticiário

O fone no ouvido
O barulho da rua despercebido
E o pensamento voando longe

As caixas de som
A mesma repetição
E o pensamento voando longe

Todo dia ela volta no mesmo horário
Todo dia ela põe seu pijama listrado
Todo dia ela deita sem conclusão

Todo dia ele passa no supermercado
Todo dia ele bebe tentando esquecer
Todo dia o dia dele termina sem conclusão

21 de abr. de 2011

P.S. eu te amo!

Algumas pessoas (bem próximas até) me questionam sobre a minha capacidade de (não)amar.
Há algum tempo escrevi um texto aqui falando sobre como eu sei e posso ser romântica na medida que eu escolha a pessoa certa para poder demonstrar meu romantismo.
Eu sei amar. Sei amar até demais. Sei amar de várias formas.
O problema é que todos falam ou pensam em amor somente na forma romântica e quase carnal entre um homem e uma mulher, e eu não vejo as coisas por esse ângulo.
Quando eu falo de amor, também falo num ar romântico. Mas no romantismo do pensamento. No sonho e no carinho em que estão envolvidos os objetos amados.
Se falo do amor por meus pais, por exemplo, consigo sentir a imensa ternura deles por mim. O cuidado, a preocupação, o zelo por todos esses anos, a dedicação...enfim, tudo de maior em proteção e carinho me vem quando penso neles.
Por alguns amigos eu tenho pensamentos maravilhosos. Que me fazem sentir saudades no instante em que eles me vêm a cabeça. Me faz lembrar de cenas compartilhadas e me faz querer que todos, nesse exato momento, estejam felizes. (Gostaria de tê-los por perto, mas nem sempre é possível)
Uma vez, há alguns anos, pensei estar abrindo mão do meu amor, quando concordei que a melhor escolha seria deixar as coisas acontecerem, que fossem livres para tomar seu rumo...eu estava errada. O amor continuou ali. No início ele se escondeu um pouquinho, talvez por medo de tanta liberdade ou de que se saísse dali, algo poderia tomar o seu lugar. Depois ele foi percebendo que ele podia sair. Que saindo ele poderia conquistar outros espaços. E assim aconteceu. O amor que deixei livre migrou para a área da amizade e os dois juntos fizeram com que eu não deixasse de amar, mas sim, amasse de uma maneira diferente.
Essas coisas acontecem quando o amor é mais forte que o egoísmo, que o rancor, que a mágoa e principalmente que a nossa capacidade de olharmos sempre para o nosso umbigo.
Eu amo sim. Amo muitas pessoas. Algumas delas talvez nem saibam, por não reconhecer que o meu amor é livre. Porque me expresso de maneira diferente. Deixo-os livres porque não quero que voem.

P.S: eu te amo

12 de abr. de 2011

O último


Missão não-cumprida.

E foi falhando na tentativa de salvar o romance de seu eterno apuro que me descobri inapto a viver com a cabeça leve. Quanto mais fundo cavamos em busca de significados perdidos, mais difícil e utópica se torna a nossa volta para a superfície. O podre se apega a nós, nos persegue, nos tira a razão e a infinita corrida em direção à luz nos faz perceber em profundidade que estamos TODOS – sem exceção – perdidos como náufragos ao mar. E a luz, sempre à frente, inalcançável, guiando-nos pelo seu trajeto torto e cheio de armadilhas.

Felizes os ingênuos, os burros, e os filhos-da-puta.

Percebo o peso da idade quando sinto em minha mente a presença de cada vez mais pensamentos aos quais eu não posso – ou não consigo – dar vazão. Sempre tive facilidade na hora de traduzí-los em parágrafos, mas esse artesanato leva tempo, é cansativo e, certas vezes, quando finalmente deglutimos um assunto, já somos atropelados pela urgência de uma vida que somos obrigados a viver, do abrir ao pregar dos olhos. A vida passa fulminante enquanto escrevemos sentindo e avaliando o peso de cada palavra. Incapazes de expressar mazelas e exorcizar demônios criados por nós mesmos, adoecemos em lenta morte, infeccionados pelos nossos próprios defeitos.

Escrever aqui foi o que me impediu de fechar os olhos a essa luz. Esbravejar por escrito – mesmo que para destinatários que desconheço – é confortante, justamente quando não me serviam mais as opiniões sensatas. Digo isso porque, afinal, lá no fundo, a gente sempre sabe quando tá fazendo merda. E é nesse ponto que eu discordo de quem diz que somos, essencialmente, bons e puros de espírito. Na verdade, compactuo com a hipótese de que, se não exercermos controle firme sobre nossos pensamentos e atitudes, transformamo-nos em nada mais do que o lodo do lodo. O erro está na nossa alma, e cada descuido é um curativo para as mais-de-mil chagas que se espalham por sua superfície.

Descobrir-se imperfeito, defeituoso e incapaz (e escrever sobre isso) é o que me impede de desmoronar. Essa obra inacabada que todos somos precisa de andaimes, estacas e apoios para se manter de pé. Família, amigos, músicas, drogas… usamos o que temos ao nosso alcance, embora saibamos que jamais estaremos prontos. Jamais.

Viver é perigoso. O mundo é veloz, cruel, e cheio de arestas. Só está a salvo quem está morto.

6 de abr. de 2011

Ponte Aérea


Quando você chegar
Lembre que eu vivo no mesmo lugar
Você não sabe o quanto eu fiquei
Esperando você me ligar
Não sei falar francês
Mas já fiz tanta coisa pra te impressionar
Já fui bandido e já fui heroi
Viajei do asfalto até o mar
Quando você voltar
Me chame pra sair, pra me libertar
Sei que você pensa em me ver
Mas não tem coragem de falar
Errei, mais de uma vez
Mas quem vive essa vida com medo de errar
Quantas vezes eu te procurei
E encontrei alguém no meu lugar
Eu tenho tanto pra dizer
Pra quem não quer me escutar
Eu vou parar de me esconder
Eu vou viver
Quando você chegar
Eu quero o que não posso ter
Até já cansei de esperar
Vou cantar para o mundo ouvir
Não vou desistir
Quando você voltar

31 de mar. de 2011

Your Legs Grow - e me ajudam pra eu não cair


If you were here
Baby we'd increase the dose
There was no fear
In my room when we got close
Call me anytime you've got a ghost

You're the only person in the world
I feel that way about
And if you move off to the side
I'll get swept back out
Where it's cold but not that deep
Cos your legs grow
Cold but not that deep
Cos your legs grow

There's a lot that rises up
From the bottom of the lake
And its beam has hit me hard
Now i'm wide awake
Where it's cold but not that deep
Cos your legs grow
Cold but not that deep
Cos your legs grow

If you were here
Baby we'd increase the dose
There was no fear
In my room when we got close
Call me anytime you've got a ghost



(Estava eu ouvindo Nada Surf antes de dormir, quando ouvi essa música, que por sinal já ouvi milhões de vezes na vida, parei e pensei: "OMG, ela é quase o txt que escrevi hj!" por isso resolvi colocá-la aqui. Quando eu digo que a música não está me ajudando...)

4 de mar. de 2011

Lovers Are In Trouble


Lovers are in trouble
And these troubles have no end
They come alone and in couples
And their forms are different
Everyone's all alone in this lonesome town
I just can't see anyone around

Lovers aren't laid down on their confy, cousy beds
No one talks to each other
They're too busy taking meds
And I just don't know what to do without you
I just don't know what the hell I do

I came from a place where lovers remain lovers
And they love until the end
They love, and love each other
They don't follow any trend
They just don't really want
They just don't really care about

Saying "I'm (so) sorry"
I'm telling I'm sorry

For not being who you want
Not being who you care
I'm not the one you love

Oh, baby, I'm (so) sorry

For not being who you want
For not being who you love
For not being who you care

I don't care
About being perfect all the time



quer ouvir? 

Lovers Are In Trouble - Beeshop


21 de nov. de 2010

P.S. Cuidado!

Nunca assista P.S. I Love You quando estiver namorando por medo de que ele morra.
Nunca assista P.S. I Love You quando estiver sozinha por medo de continuar estando.

20 de set. de 2010

A ARTE DO ROMANCE (parte I)

Como podem me dizer que eu não sou romântica quando acumulo em mim quase todos os meus amores?
Como podem me dizer que me falta romantismo quando mesmo seguindo a vida, espero, por toda a vida, uma atitude de alguém?
Eu desempenho meu papel de amar, mas o amor não desempenha o seu comigo. Ou pelo menos só me visita de vez em quando,enquanto eu me reservo a esperá-lo.
Isso até podem me apontar. Não fico por aí procurando a arte do romance em todos os rostos que me aparecem. Mas isso não faz de mim alguém que não sabe amar.
Sou libra, com ascendente em aquário. Não entendo nada disso, mas minha amiga e o mapa astral online me dizem que sou uma pessoa que AMA. "Bem, o libriano precisa do amor como do ar para viver. Ele é afetuoso, carinhoso e retribui o afeto de maneira contagiosa. Eles amam o amor pelo amor."
Viu? Eu sei amar. Sei ser romântica. Só não uso isso com você.