28 de fev de 2009

às vezes eu sou tão fria, tão fria, que eu acabo derretendo...
tudo acontece muito rápido, muito rápido.
não to dando conta de organizar
não to dando conta de pensar sobre...
mas também nem to afim no momento.
chega de pensar muito, chega de planejar
deixa rolar que vai...

né?
e se as paredes pudessem ouvir?
e se depois elas pudessem me contar?
diriam coisas que eu não queria ouvir?
acho que já estou disposta a ouvir tudo.
me falem. AGORA!!!!

18 de fev de 2009

O QUE ME IMPORTA

O que me importa seu carinho agora
Se é muito tarde para amar você
O que me importa se você me adora
Se já não há razão prá lhe querer...
O que me importa ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor!
O que me importa ver você chorando
Se tantas vezes eu chorei também
O que me importa sua voz chamando
Se prá você jamais eu fui alguém
O que me importa essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais tristezas prá chorar que o seu!
O que me importa ver você tão triste
Se triste fui e você nem ligou
O que me importa seu carinho agora
Se para mim a vida terminou...




Quer Ouvir?

[O Que Me Importa - MARISA MONTE]

17 de fev de 2009

docemente pálida

e o que restou?
o que restou do tempo?
o que restou da saudade?
o que restou do carinho?
o que restou daqueles dias felizes?

8 de fev de 2009

NEW YORK, NEW YORK...


E HOJE EU CANTO...

"Tinha um sonho, ir pra Nova Iorque levar a namoradaaa...."


hahaha

Se não me leva, pelo menos traz presente!

;p

AH, CLARICE...

Estava pensando na minha falta de inspiração para escrever aqui. Procurando fotos, figuras, textos...alguma coisa que pudesse preencher um pouco o espaço por mim, de certa forma, abandonado.
Nessa minha busca, me tornei até exigente.
Eu não sei o que escrever, mas também não quero por qualquer coisa que qualquer pessoa possa ter escrito para qualquer um ler.
Foi então que olhei pro lado e peguei, numa ânsia meio católica, o livro que estou lendo atualmente: "Perto do Coração Selvagem", de Clarice Linspector e abri, sem escolher, uma página qualquer.
Sabe aquela sensação de pegar a Bíblia, pensar em algo e abrir numa página pra ver se vem do céu alguma resposta? Foi mais ou menos isso que aconteceu.
Abri e li:


"Mas a libertação veio e Joana tremeu ao seu impulso... Porque, branda e doce como o amanhecer num bosque, nasceu a inspiração... Então ela inventou o que queria dizer. Os olhos fechados, entregue, disse baixinho palavras nascidas naquele instante, nunca antes ouvidas por alguém, ainda tenras da criação - brotos novos e frágeis. Eram menos que palavras, apenas sílabas soltas, sem sentido, mornas, que fluíam e se entrecruzavam, fecundavam-se, renasciam num só ser para desmembrarem-se em seguida, respirando, respirando..."
(Clarice Linspector, Perto do Coração Selvagem)